Personagens Ilustres

Coronel Manuel Pinto Horta

Manuel Pinto Horta, nasceu em Lamego, Portugal em 06 de junho de 1859, filho de Manoel Pinto Horta e Maria Malheiros Horta. Chegou no Brasil ainda jovem, com incompletos 18 anos. Aqui se casou, em 23 de março de 1889, com Emygdia Ribeiro Horta, nascida em 19 de maio de 1875, em Lavrinhas. Emygdia Ribeiro Horta era filha de João Emídio Ribeiro e Emygdia Pereira de Castro Ribeiro. Desta união nasceram Ester Ribeiro Horta, Arlindo Ribeiro Horta, João Ribeiro Horta, Manoel Horta Filho, Maria José Horta, Alice Horta e Aurora Horta. Logo após sua chegada, trabalhou na estrada de Ferro D. Pedro II, primeira denominação da Estrada de Ferro Central do Brasil. Possuidor de notável tino comercial juntou algumas economias e tornou-se atacadista de cereais. Nessa ocasião, montou um armazém que abastecia toda a região. Na época, o destaque da produção agrícola era o café. Coronel Horta, como era conhecido, passou então a adquirir terras e formar as fazendas de café e pecuária. Em 1892 adquiriu a Fazenda Passa Vinte, no município de Cruzeiro, que possuía inicialmente 50 alqueires e mais tarde, com a compra de outras três propriedades próximas – Silvano, Mazagão e Rufino e Almeida – chegou a atingir 600 alqueires.

Para a residência de sua família, foi construído em 1896 o Casarão Chalet, localizado entre o Rio Paraíba e a Estrada de Ferro. Em 1904, aproximadamente, adquiriu uma outra propriedade, da família Gonçalves Ferraz, conhecida por Sobradão Velho, situada à margem do Rio Jacu, na chamada “antiga mãe d’água”. Unindo essas duas glebas com as que veio comprar do Capitão José Pinto e de Domingos Lourenço, construiu a primeira fazenda de sua propriedade na localidade de Lavrinhas.

Cerca de um ano mais tarde, comprou de seu sogro João Emídio Ribeiro a propriedade que o mesmo possuía, denominada Fazenda da Grama, sito a dois quilômetros aproximadamente da Estação de Lavrinhas. Os limites desta fazenda foram se ampliando na medida em que alguns sítios vizinhos eram adquiridos, dentre os quais o que pertencia a Salvador Álvares de Araújo e Benedito Torquato.

Pouco antes de 1908, comprou de Antônio Marinho a Fazenda Fortaleza, que, como a do Chalé Azul, fica na margem direita do Rio Paraíba, com mais ou menos 40 alqueires e se estendia até o espigão da montanha. Em 1908, adquiriu dos herdeiros do Barão de Castro Lima as propriedades denominadas Fazenda Santo Antonio, Recreio e Chalé Azul, tendo pago pelas três, 80 contos de réis.

Entre os anos de 1910 e 1912 adquiriu das órfãs Maria Inácia e Francisca Ribeiro, que eram parentes de sua esposa, as glebas de terra que faziam limite com os fundos da Fazenda Recreio.

Devido às dificuldades no transporte da sua produção de café, o Coronel Horta solicitou a construção de uma Estação Ferroviária em Lavrinhas, tendo sido pôr ele doado o terreno e todo o material para que fosse edificada. Em torno da Estação formou-se um pequeno povoado, que se desenvolveu graças à construção de diversas casas para onde foram transferidos os colonos que trabalhavam em suas fazendas e propriedades. Surgiu então a primeira vila.
Foi ele o fundador do Distrito de Lavrinhas, criado pelo Congresso Legislativo Estadual em 30 de novembro de 1917 (Projeto nº 42 do Município de Pinheiros, comarca de Queluz). Este distrito foi o cenário onde Coronel Horta realizou as atividades mais importantes de sua vida, destacando-se como contribuição a construção da quase totalidade dos prédios residenciais e industriais, valendo ressaltar entre suas benfeitorias:

O Sobradão construído em 1910 e que foi a primeira Escola Urbana Mista de Lavrinhas.
Doação da Fazenda Santo Antonio aos Salesianos em 1914, para construção do Colégio São Manoel.
A usina que fornecia energia para o município, inaugurada em 1915.
A usina de Laticínio, a primeira da região com todo maquinário indispensável, inaugurada em 1919.
A Igreja de São João Batista, construída em 1920.
A olaria às margens do Rio Paraíba, onde se fabricavam as telhas e os tijolos utilizados em todas as construções da redondeza.
A Fábrica de Banha, com matança diária de 60 suínos, adquirida após sua morte por “Belarmino Bernardes”.

Por Decreto de 02 de fevereiro de 1916, foi naturalizado e nomeado Cel. Comandante da Septuagésima Brigada de Cavalaria da Guarda Nacional da Comarca de Queluz, cuja patente foi assinada pelo Presidente da República, Exmo. Sr. Dr. Venceslau Brás Pereira Gomes, no período de 1914 a 1918.
Na política foi personagem atuante, tendo sido Presidente da Câmara Municipal de Pinheiros por várias vezes e provedor da Santa Casa de Misericórdia de Cruzeiro. Na região existiam dois partidos: PRP – Partido Republicano Paulista e PC – Partido Conservador ao qual pertencia o Cel. Horta.
Sua primeira residência foi o chalezinho, localizado na rua Antônio Ribeiro, 13. Mais tarde, adquiriu as terras do outro lado da linha férrea, iniciando a construção do Chalet, residência e marco da família, que recebeu personalidades de destaques da época, políticos e religiosos como Conselheiro Rui Barbosa e o Núncio Apostólico (que almoçou no Chalet em companhia da família Horta, no dia 17 de junho de 1922). Merece destaque a sua homenagem à Proclamação da República em 1889, plantando mudas de palmeiras imperiais, que vieram do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na sede da Fazenda Chalet, que permanece desafiando os anos.

Usando o seu prestígio junto à direção da Estrada de Ferro, conseguiu algo inédito em todo o país: a construção de um viaduto de acesso à residência, com estrutura de ferro e de madeira sendo o único viaduto particular sobre uma propriedade do Governo e de caráter vitalício. Uma curiosidade: a Estrada de Ferro havia adquirido uma locomotiva importada da Alemanha, para a viagem inaugural no eixo Rio – São Paulo houve grandes comemorações, mas ao se aproximar do viaduto, verificou-se que a altura da chaminé não permitia a passagem da composição. Admitiu-se então, como solução a demolição do viaduto. Porém, ao serem consultado os arquivos, constatou-se, ter o viaduto caráter vitalício. A locomotiva permaneceu em Lavrinhas, aguardando um técnico que solucionou o problema, diminuindo o tamanho da chaminé, permitindo, assim a passagem do trem sob o viaduto.

Eis aqui alguns traços do seu caráter e alguns dizeres característicos: íntegro, temperamento dinâmico, homem de poucas palavras, personalidade forte e coração magnânimo, líder da população, voltado sempre pelas causas nobres. Com o olhar sempre de frente, nos olhos das pessoas com quem falava. Dormia em média 6 horas e dizia: “quem dorme muito não tem tempo para aprender”. A qualquer pessoa humilde e necessitada que o procurava para pedir ajuda, dizia: “não tens porque não pediste”. Todos à ele recorriam em suas dificuldades. Abrigou várias pessoas chegadas a Lavrinhas, com problemas políticos em outras regiões vizinhas, as quais, por meio, de seu prestígio e ajuda, conseguiram reestruturar suas vidas e criar seus descendentes com tranqüilidade.

O Coronel Manuel Pinto Horta faleceu em Lavrinhas, no dia 30 de julho de 1924 e apesar de ter nascido em terras distantes, ajudou a construir a cidade. Na igreja São João Batista, erigida, próxima a sua residência, foram sepultados os despojos desse vulto central da história de Lavrinhas. Hoje ele repousa no túmulo, da família Horta, no cemitério local. O Cel. Horta, vive no coração do povo de Lavrinhas, que jamais olvidará deste seu grande filho, que apesar de adotivo, soube amá-la e honrá-la extremosamente.

Sebastião Novaes (Seu Tão Novaes)

Nascido em Pinheiros, em 13 de fevereiro de 1887, era filho de Antonio da Silva Novaes e Tereza Maria de Jesus.

Ao atingir a idade de 12 anos e já tendo estudado na Escola Pública de Pinheiros, começou a trabalhar como servente e empregado de armazém. Depois como caixeiro em São Lourenço e Itanhandu, ambas cidades de Minas Gerais. Regressando a Pinheiros abriu um modesto armazém. Com 21 anos de idade, casou-se com a senhorita Maria Silveira, cujo consorcio durou 49 anos e não tiveram filhos.

Seu armazém, que mais tarde tornou-se um pequeno bar, existiu até o ano de 1932, quando foi fechado por circunstância da Revolução Constitucionalista. A partir desta data passou a trabalhar como lavrador, vivendo da renda do seu pequeno sítio, explorando a cultura e a pecuária leiteira. Enquanto teve seu armazém, acumulou o emprego do preposto do Coleto e respectivo escrivão da Coletoria Federal de Pinheiros, durante o tempo decorrido de 1911 a 1937, havendo por vezes substituído interinamente o escrivão.

Na sociedade exerceu cargo na administração da Santa Casa de Pinheiros durante os anos de 1908 a 1930 e lembrava-se com pesar, de que a instituição havia sido extinta por efeito da Revolução de 1930. Na Paróquia de São Francisco de Paula exerceu cargo de fabriqueiro da Matriz durante 45 anos e prestou também auxilio de tesouraria do Apostolado do Sagrado Coração de Jesus desde 1953. Foi um dos fundadores e Presidente da Sociedade União Produtora do Vale do Paraíba, desde a sua fundação em 1941 até sua filiação em 1944 à Federação das Associações Rurais do Estado de São Paulo.

Na política, em 1910 com a idade de 23 anos alistou-se como eleitor e filiou-se à Junta Hermista em São Paulo, em prol da candidatura do Marechal Hermes da Fonseca. Foi nomeado Capitão Assistente do Estado Maior da 70º Brigada de Cavalaria da Guarda Nacional da Comarca de Queluz, por Decreto de 26 de agosto de 1914, cuja patente foi assinada em 20 de julho de 1915. Em 1920 reingressou na política e foi nomeado Delegado de Polícia de Pinheiros, Delegacia de 5ª Classe. Em 1922 foi eleito vereador na Câmara Municipal de Pinheiros, sendo escolhido pela câmara para exercer o cargo de Prefeito. Foi reeleito vereador e presidiu a câmara até quando foi suspensa por efeito da Revolução de 1930. Quando prefeito, em 30 de janeiro de 1924, foi nomeado Presidente da Junta de Alistamento Militar de Pinheiros.

Por Decreto de 21 de maio de 1934, Pinheiros foi anexado ao município de Queluz e em 15 de março de 1936, houve eleição municipal. Tão Novaes foi eleito vereador escolhido pela Câmara para Prefeito Municipal e exerceu  esse cargo até o dia 03 de janeiro de 1938, quando foi nomeado pelo Interventor Federal de São Paulo, para Prefeito de Pinheiros, cuja autonomia havia sido restabelecida. Tomou posse em São Paulo e exerceu o cargo até a extinção do município de Pinheiros, (que foi Cadeia Pública da Polícia Militar) com seu território criando o município de Lavrinhas.

Foi também nomeado o primeiro Prefeito de Lavrinhas, foi vereador, com exceção apenas de uma legislatura e presidiu a câmara durante cerca de 15 anos.

Como prefeito de Pinheiros, atendendo a convite do Exmo. Sr. Dr. Washington Luiz P. de Souza, compareceu a solenidade do Museu Republicano Paulista, realizada em 18 de abril de 1873, tendo por companheiros de viagem os saudosos cidadãos Hermógenes de Azevedo Souza, do Diretório de Cruzeiro e Pedro Marcondes Leite, Prefeito de Guaratinguetá. Como Presidente da Câmara Municipal de Lavrinhas compareceu e tomou parte nos Congressos Nacionais de Municípios, realizados em Petrópolis-RJ e de Curitiba-PR. Compareceu também nesta qualidade e tomou parte nos Congressos Estaduais de Municípios realizados em Ribeirão Preto, Catanduva, Santos e Água s de Lindóia.

Sempre foi membro dos Diretórios políticos Municipais (Partido Republicano – União democrática Nacional – Partido Social Progressista e Aliança Renovadora Nacional), ocupando em todos eles a sua presidência pela confiança recebida dos correligionários, confiança que muito presou e agradeceu.

Tão Novaes foi o político em atuação mais velho do Brasil.

Vasco de Castro Lima

Vasco de Castro Lima

Nasceu em 22 de dezembro de 1905, na cidade de Lavrinhas e ainda criança mudou-se para a vizinha Cruzeiro. Neto do Barão de Castro Lima, bisneto da Viscondessa de Castro Lima e sobrinho-neto do Conde Moreira Lima. Era filho de Carlino de Castro Lima e de dona Alice Oliveira de Castro Lima, teve um filho de nome Juarez Antonio.

Fez seu estudo primário no Grupo Escolar de Cruzeiro, bacharelando-se em Ciências e Letras pelo Colégio São Joaquim de Lorena-SP e era também Técnico em Administração. No colégio dirigiu a revista “O Grêmio”. Jornalista profissional, militou na imprensa mineira e carioca de 1937 a 1954.

Foi secretario da Rede de Viação Sul Mineira e ocupou varias funções administrativas de relevo na Companhia Vale do Rio Doce S/A e na Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRAS. Foi fundador e diretor do colégio Ipiranga, diretor e professor da Escola Melo Viana, ambos na cidade de Cruzeiro.

Foi redator do Estado de Minas, Diário da Tarde e Agência Meridional de Belo Horizonte, redator chefe da revista Alterosa e redator secretario da revista Mineira de Engenheiros, também de belo horizonte, redator de vanguarda Diário do Rio e redator chefe da tradicional Gazeta de noticias, todos no Rio de Janeiro. Em Cruzeiro dirigiu o semanário “O Paulista e a Revista Mineira. Em Belo Horizonte exerceu o cargo de presidente da associação Mineira de Cronistas Esportivos, foi locutor e diretor de broadcasting da rádio Sociedade Mantiqueira ( PRG-6¨), de Cruzeiro, e locutor da radio Guarani( PRH-6) de Belo Horizonte.

Autor da obra “A estrada de Ferro Sul de Minas”, da qual foi secretario (trabalho historico-descritivo, 1934) e dos seguintes livros de versos “Lágrimas da Alvorada” (1926), “Cascatas  de Ilusões” (1938), ambos com edições limitadas e fora do comercio, “Inquietude” (BH-1940), “Vergel do Paraíba” (Cruzeiro-1962), trovas da minha ternura “(Rio -1966) e “O mundo maravilhoso do Soneto” premiado em 1989 pela Academia Brasileira de Letras.

Obteve em vários estados brasileiros e também em Portugal inúmeras láureas e premiações em concursos de poesias, de trovas, jogos florais, etc. Pertenceu entre outras, as seguintes entidades culturais e literárias: Academia de Letras (Patrono da Cadeira: Alberto Maranhão), grupo Cruzeirense de Cultura, União Brasileira de trovadores da qual foi Presidente na Seção da Guanabara, alem de Presidente do Conselho Nacional.  Faleceu no Rio de Janeiro, onde residia aos 99 anos. Atualmente a Biblioteca Municipal leva o seu nome.

Júlio Fortes

Nasceu na Fazenda da Barra em Itajubá-velho, hoje Delfim Moreira, estado de Minas Gerais, em 25 de outubro de 1902. Seus pais são Getúlio Pio Ribeiro Fortes e Maria Vieira de Souza.

Radicou-se em Lavrinhas onde adquiriu a Fazenda da Grama da Srª Emidia Ribeiro Horta. Ali trabalhou incansavelmente pelo progresso da cidade que adotara e da qual se considerava um legitimo filho. Tornou-se abastado fazendeiro, cujo principal ramo de atividade era o comércio de gado, do qual foi profundo conhecedor.

Participou ativamente da vida de Lavrinhas. Em razão de seu elevado princípio de amor ao próximo e à cidade, bem como do seu extraordinário espírito altruístico, deixou seu nome ligado a obras sociais, como a doação de uma área de 208 alqueires à Instituição Mavisou, da qual foi fundador e a qual jamais negou sua contribuição moral ou financeira. Criou também um loteamento em suas terras, o qual denominou Jardim Mavisou, cuja renda obtida com a comercialização dos lotes foi revertida em beneficio da instituição.

O seu falecimento em 27 de abril de 1968, aos 66 anos de idade, deixou uma lacuna imprescindível.

Seu temperamento afável e social, lhe valeu a conquista de incontáveis amigos, para os quais foi exemplo de homem integro, justo e bom fazendo com que seu nome fosse referenciado na principal Rodovia que corta o município de Lavrinhas e na escola construída no bairro que fundou.           

Coronel Braga

Antônio Arthur Braga nasceu na cidade de Lavrinhas em 1932. Entrou para a Força Aérea Brasileira em 1950, na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) em Barbacena, Minas Gerais. Em 1952, já residindo no Rio de Janeiro, iniciou na Escola de Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, considerado berço da aviação no Brasil.

Braga se matriculou no curso de Bombardeiro B-25 em Natal (RN) e, de volta aos Afonsos, prestou serviço como instrutor de vôo em equipamentos PT-19 e T-6. Nessa época já existia a Esquadrilha da Fumaça, criada em 1952, utilizando justamente aviões North American T-6.

Em 1959 Braga foi convidado a fazer parte do grupo e nascia aí um longo caso de amor pela aeronave, o T-6. Já em abril de 1960, o então tenente Braga foi chamado para ser líder da Esquadrilha, que só foi oficializada em 1963 mas já fazia grande sucesso em todo país.

Foram 17 anos de vida dedicada à Fumaça e às acrobacias. Uma marca que dificilmente será superada pois, a partir de 1983, com a nova Esquadrilha, rebatizada Esquadrão de Demonstrações Aéreas, o tempo de permanência dos pilotos na mesma foi limitado.

Como agradecimento à sua participação na Fumaça, em agosto de 1977 o Cel. Braga foi presenteado com o T-6 PT-TRB, chamado carinhosamente de “meu T-meinha”, com o qual continuou fazendo cambalhotas em shows aéreos.

O Cel. Braga, após serviços administrativos no DAC (Departamento de Aviação Civil), passou a atuar na diretoria do Museu Aeroespacial, no histórico Campo dos Afonsos. Faleceu aos 08 de dezembro de 2003 no Rio de Janeiro.